Aquele dia 9 de agosto de 2015 foi realmente um dia especial. Fazia um calor de verão em Porto Alegre em um domingo de Dia dos Pais, Dia de Grêmio, Dia de clássico Grenal.

A herança forte da paixão e do amor pelo Grêmio, que passa de pai para filho, não foi diferente comigo e aquele Dia dos Pais foi o primeiro em que meu filho, então com 1 ano e meio de idade, me presenteou com uma camiseta azul celeste do Tricolor que levava a escrita “PAI” nas costas.

Depois do tradicional almoço todos a Arena. Pré-jogo com muitos pais e filhos nos arredores do estádio, Arena lotada e pulsando pelo Grêmio do técnico Roger Machado que ainda carregava o longo jejum de títulos que nos assolou no início deste século.

Então chega a hora do jogo, numa atmosfera toda especial por todo o sentimento que este dia já carrega, sentimento de amor paterno, fraternidade entre os tricolores, ao embalo da Geral do Grêmio a Arena se fazia um caldeirão ao melhor estilo Olímpico Monumental.

O Grêmio vai pra cima e logo no início do jogo temos uma penalidade máxima marcada a nosso favor depois do goleiro deles atropelar o Giuliano na pequena área: Douglas, o Maestro daquele time, pega a bola e vai para a cobrança. Nosso camisa 10 faz a cobrança, tira do goleiro mas também tira da goleira: no mesmo momento a Geral sobe o som, cantoria pesada, estádio vem junto: essa é a hora que o pai pega o filho pela mão depois dele levar um tombo. O time não cansa, continua mordendo, pressionando, atacando. Depois de uma cobrança de escanteio Giuliano acerta um chute sensacional e enlouquece de vez a Arena. Pais e filhos se abraçando, a comemoração nem havia terminado e Luan – em uma bola recuperada por Erazo no meio do campo, termina o contra-ataque com um belo chute e anota o 2 a 0.

A Arena virou um Carnaval em pleno Dia dos Pais. Descontrole, euforia, comemoramos como se fosse um título – e de fato era. Vem o segundo tempo e Luan, mais uma vez, Fernandinho e Rever contra dão números finais ao placar: 5 a 0. CINCO A ZERO. Torcida gritando: 1, 2, 3, 4, 5! Felicidade em estado pleno: de fato saiu barato para o time deles.

Esse jogo foi um marco da nossa virada para as conquistas que viriam nos anos seguintes. O Grêmio voltava a ser Grêmio. O Grêmio que jogava com intensidade, com raça, com qualidade técnica, com um time mesclado de jovens e experientes jogadores – a base do time que seria campeão da Copa do Brasil do ano seguinte. Mal sabíamos: esse presentão de Dia dos Pais era só o começo de uma nova era de vitórias.

Saudações Tricolores!

Marcelo Colombo, integrante do Grêmio do Prata
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