Chapecó situa-se no oeste do estado vizinho de Santa Catarina. É separada do Rio Grande do Sul apenas pelo rio Uruguai. A principal avenida, que atravessa a cidade, leva o nome de um conterrâneo ilustre: Getúlio Vargas. Boa parte da população descende de gaúchos que deixaram o pago em busca de novas perspectivas de vida. Por isso é comum encontrar CTGs e ver pessoas tomando chimarrão com a camisa do Grêmio em pleno centro de Chapecó.

O destino cruzado não termina por aqui. No dia 7 de dezembro de 2016, o Grêmio comemorou seu quinto título da Copa do Brasil. Espantou o jejum de conquistas e deu início a um novo ciclo de vitórias. Mas aquela noite foi especial também por outro motivo. O Grêmio pela primeira vez entrou em campo com o distintivo de outro clube bordado na camisa.

Era o símbolo da Chapecoense, o “verdão do Oeste”. Mas em preto. Por conta do acidente aéreo que vitimou 71 passageiros ligados ao clube no dia 28 de novembro. A final da Copa do Brasil foi adiada em uma semana. Na coletiva que antecedeu ao jogo, o treinador gremista Renato Portaluppi vestiu a camisa da Chapecoense e se emocionou ao tocar no assunto. Lembrou de perdas como a do ex-colega Mário Sérgio, então comentarista da Fox. A dupla foi campeã mundial de 83 em Tóquio pelo Grêmio. No voo da Lamia estavam atletas com o DNA gremista, o volante Matheus Biteco e o lateral Dener. Além do zagueiro Willian Thiego e do preparador Anderson Paixão.

O minuto de silêncio foi o mais respeitado da história da Arena: 52 mil pessoas caladas em homenagem. Uma bandeira gigante do clube catarinense foi desfraldada nas arquibancadas.

Foi muito mais do que um jogo de futebol. Foi um dia de solidariedade que ficará marcado para sempre na história.

Dentro de campo

Até 2015, Grêmio se manteve invicto nos confrontos contra a Chapecoense que, na maioria dos casos, eram jogos amistosos. De 2014 em diante, quando o clube do Oeste subiu para a série A do Brasileiro, os duelos se acirraram. O tricolor mantém a vantagem. São seis vitórias do Grêmio, dois empates e três derrotas. Segunda-feira, na Arena, é dia de saudar os irmãos catarinenses fora de campo. Dentro das quatro linhas, é o momento de somar três pontos no certame e manter o retrospecto positivo.

Romeu Finato, integrante do Grêmio do Prata

@romeufinato

Cadastre-se para receber nossas atualizações

Não se preocupe, não enviaremos spam

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *