Prefiro não me deter muito na derrota de sábado. Não há o que reclamar desde a chegada de Roger. Não há o que questionar no trabalho de Roger. Machado assumiu em meio ao campeonato, com grupo já formado salvo alguns poucos e pontuais acréscimos. E após uma sequência de belos resultados, várias rodadas sem derrota, algumas belas exibições e a tão impensada briga na parte de cima da tabela, nada há que se criticar, salvo falhas individuais. E há que se ponderar mais ainda se fixarmos nosso olhar nos desfalques e nas limitações que o plantel impôs à Roger.

Prefiro focar num ponto que vejo como crucial e que deve ser sim o foco de nossas atenções e até preocupações. Qual a avaliação que Roger e o Departamento de Futebol fazem deste plantel? O que o treinador e os homens do futebol do Grêmio pensam para 2016? Na medida em que a Libertadores se torna cada dia mais visível no fim do túnel, não me resta outra que não esta dúvida e questionamento: O que pretende o Departamento de Futebol para 2016?! 

São inegáveis os méritos de Roger ao pegar nas mãos um plantel já pronto e ter a sabedoria para diagnosticar como este mesmo elenco poderia alcançar o máximo em termos de resultado. E aí cabem algumas perguntas…

A concepção de jogo baseada na troca curta de passes e na posse de bola (por vezes não na sua plenitude até pela limitação do plantel e pouco tempo de trabalho, mas sim, esta concepção e percebe-se claramente a intenção do nosso querido Roger) adotada pelo Departamento de Futebol e Comissão Técnica, é  algo inerente ao diagnóstico do plantel tornando-se portanto uma necessidade emergencial  com a qual concordo SIM? Ou seria esta mesma concepção a meta do Departamento de Futebol e Comissão Técnica, traçada então como modelo de jogo instituído para os anos seguintes?

Ficam estes questionamentos, ao mesmo tempo em que ficam também as palavras de agradecimento.

OBRIGADO ROGER MACHADO!

Rogério Fallavena

Vice-Presidente do Grêmio do Prata

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3 respostas a “Os méritos de hoje nos propõe as dúvidas de amanhã.”

  • Pro ano que vem, deve-se manter a filosofia (tática) de futebol, mas o elenco precisa de acréscimos… isto é inegável.
    No mais…
    “São inegáveis os méritos de Roger ao pegar nas mãos um plantel já pronto e ter a sabedoria para diagnosticar como este mesmo elenco poderia alcançar o máximo em termos de resultado.”

  • Concordo com tudo o que o Fallavena, postou, só para não deixar passar batido, queria deixar uma advertência, se é que pode-se considerar as seguintes observações:
    Será que não é muita teimosia do Treinador insistir com um goleiro mal formado ou que ainda não está pronto em pleno campeonato Nacional?
    A lógica que nesse tipo de experimento se faça em jogos do campeonato gaúcho.
    Será que não está na hora de dar a mesma oportunidade ao Bruno Grazzi, mas não somente um jogo tem que dar no mínimo uns três jogos.
    Será que a escola de goleiros do GREMIO está a contento?
    E a formação da zaga, já deu pra ver que com o BRUCUTU ERAZZO NÃO VAMOS A LUGAR NENHUM E OS OUTROS DOIS SÃO INCONFIÁVEIS, Perdemos o Rodolfo e o Geromel está no DM, Portanto é de suma importância o teu pot, sobre que time queremos no ano que vem.
    Quanto a luz da libertadores? tomara
    Mas ainda sonho com a copa do brasil, pois é mata mata e é só se concentrar nos jogos individualmente.
    FORZA GREMIO FORZA GREMIO

  • A ala da torcida que idolatra o “maestro” e o “garoto prodígio da Arena” (os símbolos da garra tricolor no time atual) deve estar bastante esperançosa que nós próximos 10 anos os dois deêm algum título ao Grêmio.

    Já a direção de futebol (que entende de futebol como nunca se viu antes no Olímpico) deve estar super otimista que o Grêmio levante o caneco da Libertadores no próximo ano, com uma zaga que não têm um Xerife para comandá-la e que toma 4 gols a cada 5 bolas cruzadas na sua área.

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