“… Lo único insustituible son los hinchas. El futbol es la gente…” – Marcelo Bielsa

O Grêmio inicia o próximo Grenal desfalcado da sua maior força: a festa da sua torcida no estádio. Num momento onde os Deuses do futebol conspiraram e nos agraciaram com um final de 2016 mágico. Deixamos uma fila de 15 anos para trás nos tornando o maior vencedor de Copas do Brasil, e dias depois, nosso maior rival amargou seu primeiro rebaixamento. Nem mesmo essa conjugação de fatores foi capaz de aparar as arestas no clube e unir a todos em busca de um único objetivo: Um Grêmio Forte e com maciço apoio de seus torcedores nos seus domínios.

Impressiona o desapego que, historicamente, o dirigente Gremista tem com sua torcida. Utilizando de sua força conforme sua necessidade particular.

Questiono: se fosse ano eleitoral, as decisões seriam essas?

Quanto ao Ministério Público, lamento que um órgão com tamanho custo, se preste a fiscalizar instrumento em estádio, diante da situação calamitosa que vive o RS. Restando uma alternativa simples. O Clube não tem interesse em resolver a questão e se sujeita a terceirizar a solução, através do Ministério Público, como se possível fosse. No futebol não existe santo. Mas algumas questões clamam por resposta.

Por que, quando a situação se torna difícil e coloca em risco o resultado de alguma gestão, a Geral do Grêmio é procurada para conversar?

Por que, quando o clube faz campanha de sócios à imagem da Geral do Grêmio é utilizada?

Por que, no telão da Arena do Grêmio, no guia da partida, na GremioMania a imagem da Geral do Grêmio é utilizada?

Se estivéssemos na véspera de uma decisão precisando reverter um resultado de 2 gols em casa, certamente entrariam todos os instrumentos, barras, tirantes, e tudo mais que faz parte da festa no estádio.

Porque isso é ignorado?

E os associados, torcedores, jogadores do Grêmio não tem o direito de festejar?

Esta é a nossa cultura de arquibancada, não pode ser tratada desta forma.

O Grêmio precisa assumir quais os interesses que defende. Tentativas paliativas foram experimentadas e não se mostraram suficientes, visto a situação em que chegamos pós-título da Copa do Brasil.

Que clube no mundo abriria mão do fator local proporcionado pelo ritmo de uma banda forte e o rugido da arquibancada? O poder de mobilização, a banda, a festa, a identificação que mudou a forma de torcer no Brasil e deu a todos nós Gremistas um rumo, no conturbado ano de 2005, onde o Grêmio se encontrava sem sócios, sem jogadores, sem nada e estava prestes a encarar um dos anos mais difíceis da sua história. E a partir desta torcida e sua mobilização o Grêmio retomou o seu caminho, iniciando pelo seu imenso aumento do quadro social.

Será que a memória dos dirigentes é tão curta ou ela só funciona a base da necessidade? E o respeito com o associado e torcedor, onde fica?

A torcida do Grêmio é o seu maior patrimônio, precisam ser geridas com competência, responsabilidade e respeito.

Falta diálogo dentro do clube sobre questões fundamentais.

Este é um assunto de interesse do clube, porque não é discutido pelos nossos Conselheiros?!

Temos todos os elementos para nos tornarmos um clube invencível em nossos domínios, tornar a Arena um caldeirão onde os adversários tremam diante das três cores. E não conseguimos por absoluta falta de competência e desinteresse dos gestores do clube.

Se os jogadores e Renato Portaluppi fossem questionados sobre jogar o Clássico em casa, pós-título com ou sem banda no estádio, qual seria a resposta?

Romildo Bolzan o senhor teve a aprovação de 94% dos associados gremistas, e hoje 99% desejam a festa da torcida do Grêmio na arquibancada.

Neste assunto, tens a caneta. Precisamos da festa no estádio.

Carlos Eduardo Bittencourt

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