Durante toda esta semana foi noticiado pela mídia esportiva nacional o clima de tensão que envolve a negociação dos direitos de transmissão das partidas do futebol brasileiro, uma vez que se que colocam para a disputa duas grandes emissoras de televisão, a CBF e o Clube dos 13.

Depois do forte embate ocorrido quando da reeleição de Fábio Koff para a presidência do Clube dos Treze, a ocasião de um novo edital para venda dos direitos de transmissão do futebol pela televisão reacende a controvérsia entre o Clube dos 13 – que defende a venda dos direitos de transmissão à emissora que oferecer a melhor proposta – e a CBF – que tem simpatia pela manutenção do monopólio da transmissão com a emissora líder de mercado.

Até o momento o ponto culminante da discussão se deu com a oficialização do Corinthians de sua saída do C13, alegando que prefere negociar sozinho com as emissoras de TV considerando o tamanho de sua torcida, leia-se audiência. Estariam acompanhando a decisão do clube paulista também os quatro “grandes” cariocas, também escudados em suas torcidas e interesses próprios.

Ocorre que já circulam rumores de que o *Grêmio* estaria tendente a também romper com o Clube dos 13 que é presidido por um histórico gremista.

Desconsiderando o fato de que Fábio Koff é o presidente mais vencedor da história do clube, bem como deixando de lado as divergências internas dos grupos que hoje dominam o cenário político do Grêmio, o Grêmio do Prata entende que o momento é de muita vigilância e acompanhamento por parte de todos os gremistas com a condução dos interesses do clube.

Alerta o Grêmio do Prata que os interesses pessoais de dirigentes do futebol nacional e local não podem ser colocados antes dos interesses do
Grêmio, nosso bem maior e pelo qual devemos zelar sempre.

Igualmente não podemos concordar com as manobras que visam proteger um monopólio que nos obriga a ver os jogos marcados para os mais absurdos horários, especialmente durante a noite. Deve ser preservada e estimulada a concorrência que é boa para os clubes, pois pode lhes conferir melhores receitas e principalmente é boa para o torcedor que será mais respeitado e considerado, conforme for maior a transparência no processo de negociação que afeta diretamente o futebol.

A postura que esperamos ver adotada pela nossa direção é a de cumprimento dos contratos e de respeito aos ditames da ética e da defesa dos interesses do Grêmio.

Não podemos estar a reboque dos interesses dos que se intitulam “clubes de maior torcida”, ou “clubes de massa”, uma vez que sabemos que estes contam com o apoio quase irrestrito dos meios de comunicação, especialmente do centro do país.

O Grêmio do Prata alerta a todos os gremistas para que estejam atentos e permaneçam vigilantes no acompanhamento dos fatos para assegurar que os interesses pessoais de alguns caciques do futebol brasileiro não sejam colocados acima dos interesses do Grêmio.

Rinaldo Penteado – Núcleo Jurídico
Movimento Grêmio do Prata

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