Nos dias de hoje, presenciamos, vivemos e, muitas vezes, nos decepcionamos com a política, seja ela onde for. Pois, essa está presente em todos os lugares, sejam elas instituições privadas ou de domínio público. O que distingue uma política boa da ruim são as práticas, o seu uso tanto na forma como no conteúdo. E são determinadas práticas que se repetem dia após dia, ano após ano, que tornaram-se vícios da “velha política” e ferem os princípios de moral, ética e da boa saúde das instituições. Sendo assim, afastam àqueles com um propósito de contribuir.

Quem nunca ouviu falar, por exemplo, do loteamento de cargos? Ou então, a palavra corporativismo? São práticas tão costumeiras em negociações visando a aprovação, deliberação, participação e, inclusive, instrumento de proteção de um nome ou projeto pessoal. Na maioria das vezes, independe do quão positivo ou negativo isso possa representar. O que determina a aprovação ou negação são os interesses individuais ou de pequenas castas detentoras de um relativo poder que se sobrepõem ao interesse maior da mesma, relegando a um segundo plano algo que pode até significar a sobrevivência de uma instituição.

E, por mais incrível que possa parecer, até mesmo àqueles experimentados nas instituições e reprovados pelo público, por não terem obtido sucesso em suas administrações, tentam abocanhar uma fatia do bolo quando esse começa a ser fermentado. Muitos dizem ser algo normal da política, ou mesmo, cultural em nosso país. Particularmente, não concordo em aceitar que tais práticas sejam normais ou assim prossigam. Podemos perceber instituições que romperam com determinadas práticas e conseguiram muito sucesso em suas administrações. No entanto, para se romper com as tais práticas, é necessário muito mais do que vontade. É necessário atitude. Não se curvar ao mais do mesmo e compreender que a mudança é possível. Com coragem, paciência e determinação.

Dar um basta nas conveniências políticas eleitoreiras de momentos, não se resignar as conveniências seguindo o caminho “mais fácil” ou aparentemente “mais curto”, buscar sim alternativas de mudança, respeitar e dar a oportunidade para uma política baseada em convicções e projetos, são ações que podem nos trazer um futuro diferente do presente que vivemos hoje.

Uma das definições de insanidade é: “fazer a mesma coisa, esperando obter resultados diferentes”. Parece tão óbvio a negação de tal afirmação. No entanto, na política e em muitas instituições, ainda se espera que isso se torne verdade um dia.

Depende apenas de cada um de nós fazer a diferença.

Cláudio Medeiros
@ClaudiodoPrata 
Presidente do Grêmio do Prata

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3 respostas a “Convicção”

  • Perfeito texto. Para que um projeto tenha êxito, há que se ter tanto uma visão de curto, médio e longo prazo, quanto um acompanhamento permanente nesse mesmo sentido, identificando falhas e aplicando as melhorias necessárias. Isso vale para todos os segmentos, seja na esfera pública ou privada, no trabalho e na própria vida. E o mais importante quando se trata de uma instituição: o bem comum.

  • TODOS grandes, ou supostamente, nomes e sobrenomes já fracassaram na política do Grêmio.
    Tomara que o torcedor queira, agora, uma política baseada em gremismo, convicções e projetos.

    Excelente texto!

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