Temos o mando de campo, mas não organizamos nada do estádio. Como REAIS mandantes em um jogo de futebol, ainda não fomos a campo neste ano. O Grêmio, temido e respeitado por seus adversários, principalmente quando joga nos seus domínios, atualmente joga todos os jogos fora de casa. Do que adianta um estádio construído para colocar a torcida a 5 metros do campo, se não a deixam torcer? Não conseguirão mudar mais de um século de história, o jeito de torcer está intrínseco em cada torcedor que frequenta o estádio de futebol. Isso não pode ser alterado, do dia para a noite, em benefício dos “novos sócios” do futebol brasileiro. As construtoras. Será esse o futuro do torcedor do futebol brasileiro? Refém das novas Arenas politicamente corretas, onde nada é permitido, onde é obrigatório torcer sentado e usando camiseta? Reflitam.

Que fique claro, o que defendemos, de forma alguma, é o desrespeito deliberado a determinadas regras e normas, fundamentais para a convivência em sociedade. Defendemos que o torcedor possa torcer em pé, desde que não atrapalhe ninguém. Sentado ou em pé, defendemos que o torcedor tenha o direito de torcer pelo Grêmio. Afinal é o torcedor, e o seu modo de torcer, que movimenta toda essa máquina chamada FUTEBOL.

No início deste projeto grandioso de construção de um novo estádio ofereceram à torcida do Grêmio um espaço onde ele poderia torcer em pé. Nada mais. Hoje este espaço está interditado desde a partida contra a LDU, que ocorreu no dia 30/01/13. Mais de 2 meses e meio se passaram e absolutamente nada aconteceu. O espaço com ingresso mais barato e onde o torcedor do Grêmio faz uma festa espetacular está interditado. O único espaço sem cadeiras no estádio tem um motivo, um grande motivo. A torcida do Grêmio revolucionou o jeito de torcer no Brasil. Tanto, que para ela foi construído um espaço ESPECIAL. Não me causa estranheza que uma torcida que mereça um local especial, quando realocada, não consiga se adaptar ao local destinado. É natural. É até óbvio.

O resultado disso?

O que foi criado a partir disso é uma receita perfeita para o fracasso. Uma torcida acostumada a ficar em pé, realocada em um local repleto de cadeiras, cercada por fiscais da OAS repetindo frases como : “coloque a camiseta, são ordens da OAS”, “quem manda aqui é a OAS”. Não tem como dar certo. Sobretudo quando a Brigada Militar está sedenta pela utilização dos seus escudos e cassetetes.

Chegamos em outro ponto importante deste movimento. Onde está a Diretoria do Grêmio lutando pelo seu torcedor? Afinal, tanto os sócios que escolheram pela migração ao espaço sem cadeiras, quanto o torcedor que escolheu uma cadeira com valor superior estão tendo seus direitos violados. Afinal, os torcedores locatários de cadeiras estão dividindo o seu espaço, mais caro, com torcedores que optaram por outro setor do estádio, mais barato. Causando desconforto para todos.  No ato da migração e/ou compra de cadeiras não estava especificado que os sócios que optaram por torcer em pé, seriam obrigados a ficar em espaços com cadeiras. E o inverso também se faz verdadeiro.

O terceiro ponto é a atuação da Brigada Militar. Como se já não bastasse, somos obrigados a conviver com a truculência da BM, que não poupa esforços em agredir e desrespeitar qualquer torcedor que frequente a Arena do Grêmio. São inúmeros os fatos, vídeos, fotos que enumeram as agressões da Brigada Militar, indiscriminadamente. Gostaríamos de lembrar, que a BM do estado do Rio Grande do Sul, tem como sua principal obrigação em eventos esportivos, manter a ordem. Na prática, ocorre o contrário. Estamos, todos, sendo testemunha de abuso de poder por parte da mesma. Esta polícia, que encontrou nos estádios de futebol o álibi perfeito para descarregar toda sua frustração relativa à própria sociedade. Uma espécie de direito de bater.

Esse é o sentimento dos Sócios do Grêmio, preocupados com o futuro do nosso clube. Como serão os 20 anos de parceria entre Grêmio e OAS se estão deixando bem claro, desde já, quem manda na Arena do Grêmio? Após inúmeras demonstrações de inaptidão para coordenar um evento esportivo a OAS alimenta suas regras infundadas e desrespeitosas. É parar lembrar a todos os torcedores gremistas,  lugar de torcer é dentro do estádio. É para lembrar ao torcedor gremista que estamos disputando uma Copa Libertadores da América fora de casa. Todas as partidas. Precisamos, mais do que nunca, de união. Quem pensa que torcida não ganha jogo de futebol. NÃO CONHECE A TORCIDA DO GRÊMIO. Esse é o momento de lutarmos pelo nosso direito de torcer, independente de como seja. Precisamos de um estádio pulsando. Precisamos, novamente, nos sentirmos em casa.

Carlos Eduardo Bitencourt Teixeira

Cadastre-se para receber nossas atualizações

Não se preocupe, não enviaremos spam

14 respostas a “Pelo direito de TORCER”

  • NÃO AO FUTEBOL MODERNO!
    “Esse é o momento de lutarmos pelo nosso direito de torcer, independente de como seja. Precisamos de um estádio pulsando. Precisamos, novamente, nos sentirmos em casa.”
    Que tomemos o que é nosso, por direito! E quem tem que mandar nesse negócio, somos nós.

  • Companheiros, o que me preocupa é que todos vem falando sobre a mesma coisa, torcida, jogadores, direção. Nada, absolutamente nada além de notinhas no jornal sobre uma possível liberação dos intrumentos a apetrechos da nossa maior torcida é apresentado. A impressão que tenho é de que estamos, todos, perdendo tempo e jogando conversa fora. Cade o respeito com quem banca boa parte dessa história?

  • Ok, concordo com tudo o que foi escrito. Apoio total, mas e ai ? De fato, o que acontece ? Se não tivermos nada, este será só mais um texto que logo será esquecido.

  • No jogo contra o fluminense eu fui fazer um vídeo e tive que ouvir duas vezes da senhora de boné amarelo: moça não é permitido ficar aqui em pé. E eu educadamente: minha senhora só estou fazendo um vídeo e já vou sentar. Ela: moça não é permitido! E eu me pergunto: o que não é permitido??? Fotografar? Fazer vídeos? Caminhar??? Estou muito decepcionada!!!!! Com tudo, com a arena, com a direção que recebeu meu voto, com o time que não tem vontade, com o técnico que parece não querer ganhar nada… Enfim, estou muito triste!!!!

  • Não podemos esquecer dos futuros torcedores, os menores de 12 anos que antes não pagavam e eram incentivados a irem ao estádio e lá torciam fervorozamente pelo Tricolor e davam um brilho todo especial. Hoje todos estes pequenos, mas não menos torcedores que os grandes, estão teoricamente proibidos de participarem junto aos seus familiares, pais, amigos a comparecerem.

    E irão me perguntar, Por quê? Sou sócio das cadeiras altas, mas para levar meu filho teria que comprar um ingresso nos espaços das cadairas Gold e/ou “geral”, mas se ele tem menos de 12 anos quem será o tutor responsável por ele? Como perceberam ele está num local diferente do meu. Ah! E ainda tem que pagar, 50% do valor do ingresso, mas tem que pagar e antes no Olímpico não pagava nada.

    A proposito, daqui a 20 anos quando a Arena da OAS, tornar- se Arena do Grêmio quem irá torcer pelo time? Os pequenos torcedores que não podiam ir ao estádio? O futuro do Grêmio está em nossas mãos?!?! Reflitam.

    • perfeito o comentário do Mauricio Dill, e mais uma ressalva, se quer fomos avisados que nossos filhos menores de 12 anos seriam proibidos de assistirem a partida ao nosso lado no dia em que fizemos a migração total falta de coerência infelizmente nossa torcida tende a diminuir nesses próximos 20 anos drasticamente…..é uma pena.

  • Eu tambem estou decepcionado com a tal arena,saudades do olimpico,pago 50 de mensalidade nao tenho mais direito aos meus 50% e tenho que pagar no minimo 100 reais para assistir a um jogo,imploro que nao entregue o olimpico ou assuma tudo na arena a gestão toda,vou quebrar meu cartão de socio e conheço varios que vão comigo nessa atitude,vou torcer quando o tal luxemburgo ganhar algo(duvido)e poder pagar um valor decente por um ingresso,desde 77 vou a jogos com meu pai,sempre levei minha familia aos jogos mas tudo esta acabando,estou triste e indgnado,ficara na saudade o velho olimpico e meu gremio.

  • Realmente está dificil a nossa vida na Arena. Migrei como sócia mas não tive vontade ainda de ir a jogos e não poder ver o fervor da torcida popular. No Olimpico nossa garra era maior, na Arena querem moldar a expontaneidade da nossa torcida e podar muita coisa, não conordo. Claro que machucar pessoas e depedrar a Arena “que ainda nem é nossa” não cabe, mas temos que lutar pra poder torcer como antes. O 12º jogador do time não está indo a campo e quem perde somos todos nós e principalmente o Grêmio.

  • A Arena só vai ser boa quando for do Grêmio na prática, desde a maneira que se pode comportar lá dentro , é um estádio de futebol e não um teatro para óperas… nem a camisa pode tirar, não pode ficar em pé, etc.. até a colocação dos valores , desde os ingressos até um simples lanche … ingressos a mais de 100 reais , um cachorro-quente 14 ou 15 reais, estão malucos. Estão criando uma nova modalidade de torcedor, o rico, o comportadinho que nem gritar grita…. acabou o bafo na nuca do adversário, a pressão, aquilo que os adversários temiam. Ou volta ao que era ou acabou o mando de campo do Grêmio .

  • Triste e preocupante a constatação: perdemos o COMANDO em todas as áreas! A terceirização do clube está sendo “observada” da Arena ao VESTIÁRIO! E o duro é que os “contratados” (OAS e Luxa) claramente não servem ao MAIOR CLUBE DO SUL DO BRASIL!!

  • tchê..seguinte..enquanto a gente não for eliminado da libertadores não vão deixar banda entrar nem liberar geral nem nos deixar trocer. A prova ta aí, estamos em uma oitava de final de libertadores sem poder apoiar decentemente o time.

    um absurdo..não poder gritar…tirar camisa…ter banda…faixa…bandeira..po…eu não consigo acreditar que to tendo que falar isso. O grêmio vem jogando em campo neutro…sem fator local nenhum..a arena parece o tesourinha em jogo de vôlei

  • Luxemburgo é covarde vai perder todas as decisões. Manda demais e está queimando jogadores importantes em proveito de algumas nulidades que indicou. A direção é omissa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *