Dando continuidade a série de homenagens ao Olímpico Monumental, o segundo texto foi escrito pelo integrante, mas também aniversariante do dia, Hamilton Nicolao.

Muitos Gremistas tiveram o prazer de fazer aniversário e assistir a um jogo no mesmo dia, sendo, assim, um dos melhores momentos da vida.

Elencar um momento marcante dentre todos os vividos neste palco de glórias, é praticamente impossível. Poucos serão aqueles que conseguirão elencar apenas um momento como o mais representativo.

Hoje, 27 de Novembro de 2012, data do meu aniversário, tenho a sensação de não conseguir puxar o ar na quantidade que meus pulmões suportam, pois não sei bem se estou ganhando um presente, onde pretendo viver muitos outros momentos de glórias e taças levantadas, que será a nossa imponente Arena Tricolor, ou se estão retirando algo que pensei que fosse, e que me dera tantas e imensuráveis alegrias. A verdade é que me encontro num misto de alegria e tristeza, pendendo mais para este.

Eu me lembro das histórias incríveis contadas por pessoas que viram a construção do velho casarão. Uma delas, meu pai, contava que, ainda jovem, vindo de Garibaldi para construir sua vida na capital, e sem condições financeiras para assistir aos jogos de dentro do Estádio, subiam em uma das muitas obras, ainda inacabadas, que existiam no entorno do Estádio (o Olímpico trouxe grande prosperidade ao bairro Azenha), esta em cima do morro, para assistir aos jogos, verdadeiros espetáculos, na companhia de seus amigos.

Hoje tenho a impressão que se estivesse no seu lugar, também não mediria esforços para assistir o nosso Tricolor no Estádio que conquistou suas maiores glórias.

Não saberia precisar qual momento foi mais marcante para mim, até porque sem dúvida o título mais importante que vi, foi a Libertadores de 95. Tenho os nomes Paulo Nunes e Jardel até hoje retumbando na minha cabeça, mas esse título foi distante do nossos Pampas. Agora, o Brasileiro de 96, por ser em nossos domínios (recordo como se fosse hoje), pois estava com a “cara” camuflada de tricolor, e naquela altura do jogo lembro-me que já estava chorando. Pois, não é que numa bola “despretensiosa” levantada na área o ……, o resto todos nós lembramos.

Naquele dia não entramos em campo apenas para um jogo, entramos para uma batalha, uma guerra, a mística que envolve o Estádio Olímpico Monumental se fazia presente, o clima no Estádio era diferente, a torcida se aglomerava em frente ao vestiário adversário cantando palavras de ordem. Tenho certeza que os jogadores adversários não conseguiam esconder o medo pelos gritos que atravessavam as paredes e, principalmente, porque sabiam que encontrariam pela frente um Grêmio Forte, Aguerrido e Bravo, que tinha sangue farrapo correndo nas veias, um Grêmio Copero y peleador.

Realmente não saberia precisar com certeza se este fora o momento mais marcante para mim, pois me lembro de tantos outros que foram de muita emoção. Mas, na verdade acho que não consigo precisar qual foi o mais marcante por um motivo, talvez ele ainda não tenha chego. Pelas notícias atuais, talvez seja no meio do ano que vem, Junho ou Julho, quando o palco de tantas glórias virá abaixo, palco em que vivi tudo de Grêmio. Não sei bem o que vou sentir nesse dia que virá, e com certeza um vazio irá ficar, que não será substituído pela Arena, esta apenas amenizará, mas as lembranças sim, essas serão eternas.

Hamilton Pessota Nicolao

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8 respostas a “2/7: “Olímpico Monumental: palco de guerras e alegrias!””

  • Agradeço sinceramente ao Grêmio do Prata, já que no dia do meu aniversário me proporcionaram dar um presente a mim mesmo, pois fazer uma homenagem ao Olímpico é inexplicável, já estou com um aperto pelo que irá ocorrer em poucos dias…..

  • Realmente são momentos inesquecíveis…como a Débora colocou em um texto anterior, não consigo ser fã de outro time do GRÊMIO senão o de 95… é de chorar de emoção ao relembrar esses jogos emblemáticos!!!
    Parabéns pelo texto e pelo aniversário Hamilton!!

    Grande Abraço!!

  • Parabéns, novamente, pelo niver!!! E PARABÉNS pelo relato de alguns, dos muitos momentos passados na casa tricolor, ou melhor, grandes momentos que nunca serão esquecidos, que ficaram na memória, e que serão sempre recordados nas rodas de amigos com muito orgulho.

    HOJE, a casa tricolor está de mudança, e logo nós Gremistas faremos parte de um novo “nascimento”, a ARENA que será o novo berço da nação Gremista, e que sem sombra de dúvidas, está proporcionará fortes emoções aos seus filhos tanto quanto nosso GRANDIOSO OLÍMPICO MONUMENTAL!

    Beijos Renata T.

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