Nos dias de hoje, presenciamos, vivemos e, muitas vezes, nos decepcionamos com a política, seja ela onde for. Pois, essa está presente em todos os lugares, sejam elas instituições privadas ou de domínio público. O que distingue uma política boa da ruim são as práticas, o seu uso tanto na forma como no conteúdo. E são determinadas práticas que se repetem dia após dia, ano após ano, que tornaram-se vícios da “velha política” e ferem os princípios de moral, ética e da boa saúde das instituições. Sendo assim, afastam àqueles com um propósito de contribuir.

Quem nunca ouviu falar, por exemplo, do loteamento de cargos? Ou então, a palavra corporativismo? São práticas tão costumeiras em negociações visando a aprovação, deliberação, participação e, inclusive, instrumento de proteção de um nome ou projeto. Na maioria das vezes, independe do quão positivo ou negativo pode representar um nome ou projeto a instituição. O que determina a aprovação ou negação são os interesses individuais ou de pequenas castas detentoras de um relativo poder que se sobrepõem ao interesse maior da mesma, relegando a um segundo plano algo que pode até significar a sobrevivência da uma instituição.

E, por mais incrível que possa parecer, até mesmo àqueles experimentados nas instituições e reprovados pelo público, por não terem obtido sucesso em suas administrações, tentam abocanhar uma fatia do bolo quando esse começa a ser fermentado. Muitos dizem ser algo normal da política, ou mesmo, cultural em nosso país. Particularmente, não concordo. E, assim como presenciamos inúmeros casos negativos no assunto, também podemos perceber instituições que romperam com determinadas práticas e conseguiram muito sucesso em suas administrações. No entanto, para se romper com as tais práticas, é necessário muito mais do que vontade. É necessário atitude. Mudar a Praxis.

Uma das definições de insanidade é: “fazer a mesma coisa, esperando obter resultados diferentes”. Parece tão óbvio a negação de tal afirmação. No entanto, na política e em muitas instituições, ainda se espera que isso se torne verdade um dia. Por burrice, idiotice, imbecilidade, interesse ou mesmo insanidade, o fato é que seguimos acomodando as abóboras conforme o andar da carruagem.

Será que estamos ficando loucos, ou simplesmente estamos com medo de mudar e fazer o que deve ser feito?

Enfim.

Cláudio Medeiros
Vice-Presidente do Movimento Grêmio do Prata

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5 respostas a “Práticas que prejudicam”

  • Nada mais verdadeiro; a política dentro de um clube carrega os mesmos vícios da política pública: a prática do ‘é dando que se recebe’, ou “eu te apóio e levo uma compensação” – cargo – qualquer.
    Procedimentos que espelham o nível de educação de nosso povo – não apenas conhecimento, mas formação de caráter..
    Para romper com isso, em escala nacional, precisamos de 3 décadas como a Coréia do Sul, começando hoje.
    Para mudar no Grêmio, é um pouco mais fácil, pois em vez dos milhões de eleitores temos milhares, e se existir a possibilidade de ter acesso a eles, passar a mensagem que todos querem ouvir: RENOVAÇÃO TOTAL AGORA, tolerância ZERO com os malfeitos e uma GESTÃO PROFISSIONAL. Chega de amadorismo.
    Os verdadeiros gremistas querem mudar!
    Adiante!

  • Prezado Cláudio e amigos do Grêmio do Prata

    Conforme já falei com amigos dos Sócios Livres… nossa era no Grêmio começou naquele dia chuvoso de 2010 (ainda como 3ª via)… nossa luta e história no clube está só someçando e estamos sendo alçados à condição de protagonistas… Somos o futuro e o nosso projeto de gestão mostra que os gremistas do bem (como fala o Vitor Ruschel) estarão SEMPRE do nosso lado.

    Que sejamos a força propulsora das mudanças que queremos para o nosso clube voltar às vitórias que tanto nos acostumamos.

    E parafraseando uma passagem do filme Tróia, que possamos dizer aos nossos filhos e netos, que vivemos numa gloriosa época, de expoentes como o Dr. Koff, o Dr. Dourado, da inauguração da Arena e que os gremistas unidos no ano de 2012 transformaram o Grêmio numa potência futebolística sul-americana. Sem politicagem, caciques e pessoas que só usam o Grêmio para se beneficiar.

    Que o ano nos traga títulos (não só vaga a LA2013) e principalmente renovação nas idéias e pessoas, para voltarmos para o lugar de onde NUNCA deveríamos ter saído.

    Temos apenas uma chance de mudança e ela está passando na nossa frente. Vamos acompanhá-la para não sermos taxados de omissos, pois a omissão é tão grave quanto a tentativa frustrada.
    Maurício

  • A verdadeira mudança, começa por nós mesmo. Tem que ser a mudança que quer ver. Eu quero um Grêmio limpo, transparente, com gestão profissional, sem interesses políticos, vaidades e personalismos. sso é possível sim!

    Basta pensar na instituição e no bem comum. Não é difícil. Só ser ético e competente.

    @denisfpalmeida

  • PESSOAL, EU TENHO 42 ANOS DE IDADE,E JÁ COLOQUEI NA MINHA CABEÇA QUE ESSE PAÍS NÃO TEM CONCERTO, NÃO ADIANTA VIM FALAR QUE TEM POR QUE NÃO TEM, POLÍTICO É TUDO A MESMA PORCARIA, SE TINHAS ALGUÉM BOM JÁ SE FOI DESSE MUNDO PRO OUTRO, ISSO VEM DESDE A ÉPOCA DE CABRAL HERANÇA MALDITA QUE ESSES PORTUGUESES NOS DEIXARAM ISSO É FATO TODO MUNDO SABE, A MALANDRAGEM VEM DOS PORTUGUESES QUE PASSARAM A DIANTE E O BRASIL VIROU NO QUE VIROU, SE QUEREMOS UM BRASIL MELHOR PRECISAMOS ELIMINAR OS VERMES QUE CONTAMINAM TODOS, SÓ ASSIM PARA MELHORAR DO CONTRÁRIO JAMAIS IRA MUDAR.

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