Batalha das Malvinas

GRÊMIO 1x0 Godoy Cruz

Malvinas Argentinas, palco de uma histórica batalha territorial. E na noite passada, o GRÊMIO protagonizou, junto com o time da casa, uma outra batalha… a que vai levar o seu vencedor adiante na definição de quem libertará a América em 2017.

Ontem foi, definitivamente, um jogo de Libertadores da América. O GRÊMIO abre o placar com segundos de bola rolando. Em uma cobrança de falta do Kannemann, a bola vai direto ao ataque, encontra a cabeça do Barrios, que lança Pedro Rocha dentro da área, para fazer um passe perfeito para Ramiro, que manda pro fundo da rede; o gol mais rápido de um visitante, nesta competição.

Pensar que um time argentino vai se abater por tomar um gol, é muita ingenuidade. Mas este não é um defeito que nosso comandante tem. E o Godoy Cruz, realmente, não se abateu. Tentou vir pra cima, tentou imposição física, mas o GRÊMIO visivelmente tinha a orientação de não amolecer; nem em situação adversa, nem ao contrário. Mais uma vez nossa postura de visitante foi muito diferente do que se espera de uma equipe nesta posição. O GRÊMIO armou jogadas de ataque, chutou de fora da área, acertou a trave em cobrança de falta – Edilson – e em uma investida fulminante do adversário, Marcelo Grohe fez grande defesa.

No início do segundo tempo a equipe argentina veio disposta a reverter o placar a seu favor. E teve mesmo vários lances de gol. Mas o GRÊMIO, com sua grande vontade de vencer, defendeu bravamente o resultado que construiu no começo da partida. O Godoy Cruz bateu, tentou desestabilizar os jogadores do GRÊMIO, intimidou o juiz, enfim, jogou como um verdadeiro time argentino – e esta observação não é uma crítica – que não se entrega sem uma boa peleja. O jogo foi assim até o final; os dois times lutando, batalhando e se enfrentando como guerreiros.

É realmente gratificante assistir a uma partida de Libertadores. As expressões, os uniformes sujos, a postura sem fidalguias, o futebol forte, aguerrido e bravo. E quando é o GRÊMIO que está representando esta paixão, tudo em mim se potencializa. Fiquei feliz com a vitória, com a forma como ela veio e com a postura do time para assegurar que não nos escapasse. Gostei de ouvir do Luan, em uma entrevista pós-jogo, declarar que não houve violência, que jogadas mais duras fazem parte do futebol. O Renato também, em entrevista, disse uma frase (mais uma) que me contentou: “Eles jogaram como homens!”. Estas declarações sinalizam um grupo fechado, focado, com um objetivo em comum e com o desejo coletivo de alcançar um bem maior – a taça.

É sabido que para ganhar L.A., tem que ter plantel (qualidade e quantidade) e tem que ter conhecimento desta competição. Mas, se um time tiver tudo isto e não tiver vontade, força e coragem para lutar a morrer, então este time só ganhará com muita sorte. Para Copa Libertadores, há de se ter um espírito aguerrido, há de se ter sido moldado e formado para ela. O GRÊMIO tem este gene na sua essência. E apesar de ter colocado isto de lado, por alguns anos, no momento em que o clube inserir esta genética novamente, por completo, no vestiário e em todos os setores, neste momento senhoras e senhores, seremos imbatíveis. Estou com muita esperança de estarmos neste caminho. E para mim, o time do Renato – com o Renato – pode mesmo alcançar este ponto.

Aguardamos para a batalha da volta. Agora no nosso campo. Sob o nosso comando.

Aguante, mi amor! Queremos Libertar a América!

NÃO ao FUTEBOL MODERNO!

Ana Vilches

2 Responses to Batalha das Malvinas

  1. Jorge Bettiol disse:

    Ana Vilches … Sempre um texto apaixonado e impregnado do mais genuíno gremismo. Aguante!

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