Hoje prefiro não adentrar muito (algo sempre se faz necessário) no aspecto técnico-tático da partida de ontem, e me reportar ao jogo contra o Santos, clube nada simpático a mim, de maneira um pouco mais lúdica e emocional.

Minha esposa esteve submetida a uma breve internação hospitalar em razão de procedimento cirúrgico de urgência, sendo liberada justamente no dia de ontem. O que óbvio, impediu minha ida à Arena, dando a devida assistência em casa. Mas um raro momento de felicidade e satisfação extrema nesta noite de quinta chuvosa e propícia à transtornos (como tem o sido) vale compartilhar com todo Gremista…

De repente, ao final do jogo, eis que aparece a tabela de classificação! E nela nosso Grêmio, em meio ao final de campeonato, como um dos 3 clubes ainda com possibilidade de título. Improvável título, a bem da verdade, mas consistente e improvável pontuação se relembrarmos o começo do nacional. E daí explico o momento de satisfação referido acima… Vi nos olhos do meu filho de 10 anos, sedento por conquistas, a ESPERANÇA. E isso nos move na mesma direção.

Qual de nós seria capaz de afirmar taxativamente que estaríamos aqui, na mira dos holofotes do país inteiro sob a ordem e protagonismo do bom futebol que nos remete logo à repercussão mundial daquele gol contra o Galo?!

Por alguns momentos neste campeonato temos sim representado o futuro, o caminho a seguir num país que absolutamente perdeu os rumos da construção do bom futebol.

Mas não há como escrever sem questionar, ainda que construtivamente e para o BEM do Grêmio, o que a meu ver é motivo de preocupação para um ano de Libertadores que se anuncia… Quero um Grêmio GRANDE, em nada a dever aos grandes da Europa. E se quero um Grêmio GRANDE, e não simplesmente grande, a crítica construtiva e no sentido de alerta SEMPRE caberá. Sempre!!!

O Grêmio não pode ser eliminado por um Fluminense, por um Atlético PR, por um San Lorenzo com uma folha de pagamento muito aquém daquilo que aqui dirianos como mínimo aceitável para obtenção de resultados, e etc… Repetidas eliminações que nos fazem pensar na razão pela qual temos aceitado o “morrer na praia” sob justificativas tais como “hoje não era nosso dia”, “a bola hoje não queria entrar”, entre outras. Não meus amigos, não! Devemos sim procurar as verdadeiras causas para tantas frustrações repetidas e recentes. Para o BEM DO GRÊMIO!

E daí a meu ver e ponto de vista, há que se olhar para os anos 90. E mesmo para aquele que para mim fora o último time com “cara de Grêmio”. O de 2007. E que para mim também fora fruto do acaso na medida em que os mesmos que quase nos levaram a um Tri após uma segunda divisão, desmantelaram toda uma concepção de futebol após a perda para um adversário tão forte e bravo, porém mais técnico (sem contar alguns aspectos táticos como marcação individual, negligenciados pelo então treinador). E aí naquela época um diagnóstico errado daquilo que nos fizera ora chegar a uma final de LA, bem como errado também no sentido de não proporcionar-nos as condições técnicas exigidas para se tornar-se um vencedor diante de um adversário qualificado.

O que quero dizer e afirmar e reafirmar é que o Grêmio deve SIM se preocupar em agregar força e determinação para o ano PROMISSOR que está por chegar. E aí reside a preocupação que toma conta dos meus pensamentos dia após dia. Temos a chance do Tri. Está aí, em 2016. Mas é preciso agregar AQUILO que para o centro do país sempre fora nossa principal qualidade!

A FORÇA!

E duvido que um só gremista dentre os milhões que existem possam me afirmar que teríamos ganho de times como Flamengo e São Paulo dos anos 80, Palmeiras dos anos 90 e até Santos e São Paulo (nem tão grandes assim porém recentes e bem dotados tecnicamente) de 2007 com ênfase predominante no aspecto “jogar bola”. Não! Vencemos no anímico, na força e porque não dizer e referir uma expressão usada dia desses por um conceituado jornalista da ESPN, no “olho de tigre”. E tudo isso aliado a uma boa técnica.

Ou estaria Kobe Bryant, praticante de esporte coletivo e vencedor, errado na sua avaliação?

Torço para que a diretoria, na figura do meu estimado Amigo Presidente do nosso Grêmio, Romildo Bolzan (por quem nutro muito carinho e apreço), junto de seus pares e do próprio Róger Machado, se atentem para estes detalhes. Detalhes que farão a diferença lá nos momentos decisivos do MATA-MATA, do lá e cá, do perdeu não volta…

Sonho em comemorar uma LA com meus filhos. E sinto que temos mais uma vez a chance da Glória, de por o Mundo a nossos pés.

Sorte Presidente!

Sorte Róger!

Rogério Suffi Fallavena

Vice-Presidente Grêmio do Prata

Cadastre-se para receber nossas atualizações

Não se preocupe, não enviaremos spam

6 respostas a “O tamanho de um Clube se mede pela cobrança!”

  • Grande “partiggiano ” do prata Fallavena, na minha opinião esse post é a essência do GREMIO DO PRATA como grupo politico dentro do GREMIO.
    É o algo a mais que vai fazer a diferença, e isso é “valor intrínseco”, futebol bem jogado é obrigação não é diferencial, afinal, se paga muito bem os profissionais para isso, mas para ser campeão é lógico precisa muito mais que isso, e acho que podemos voltar a sonhar, não como nos anos passados recentes, onde fomos iludidos por falastrões e enganadores, mas se te ouvirem Fallavena, podermos voltar as glorias do passado. O Presidente Bolzan tem se mostrado inteligente e confiável, portanto temos esperança.
    FORZA GREMIO FORZA GREMIO

  • Sem palavras, o texto está excelente, não tenho o que agregar às palavras ora expressadas.
    Sábias palavras Fallavena.
    Vamos Grêmio, tu és grande, tu és copeiro.
    Ainda não garantido matematicamente, mas que venha a libertadores de 2016.

  • Meu caro Fallavena, na real, antes da força, o Grêmio teria de ter qualidade. O problema é que, para o Grêmio ter qualidade, teria de contar com dirigentes que conheçam futebol. Infelizmente penso que o bom Presidente Bolzan peca em mater os 2 atuais. Fico a imaginar do que adiantaria obtermos a vaga para a LA2016 (está fortemente ameaçada após o FIASCO injustificável de domingo, protagonizado por um time e tb por erros do nosso Roger) se o time seria montado pela atual gestão de futebol. Lamentável o que fazem com o Grêmio!
    Forte abraço! Estamos juntos pelo Grêmio!

  • parabéns pelas palavras,muita emoção, amor,razão,vejo um coração de um cidadão gremista, que e o sentimento de todos os gremista, que não aceita derrotas como citadas no texto,alias derrotas no grêmio não se justificam se apagam com vitorias,não podemos no contentar com vaga na libertadores 2016,mas se vier precisamos montar uma grande equipe para buscar o tri da América,OBRIGADO pelas palavras,fica com deus Rogério Fallavena,melhoras para sua esposa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *