Depois de termos tido a oportunidade de ver uma Copa do Mundo em que o velho futebol — união de força, perseverança, técnica e uma estupenda vontade de vencer — passou por cima do futebol moderno — leveza, morosidade e a famosa “faceirice” — fica mesmo muito difícil comentar este jogo do GRÊMIO contra o Goiás com algum otimismo.

O Enderson Moreira teve um tempo considerável para treinar, esquematizar, projetar e arrumar o time do GRÊMIO. Ganhou uma peça interessante para o ataque, teve algumas ideias ousadas, levando em consideração o seu natural e fatal acadelamento e, ainda assim, o GRÊMIO continua com uma saída de bola lenta, com as laterais inexistentes, com o Ramiro (que inexplicavelmente voltou ao time) perdido e com o Barcos sem fazer gols.

É notório que aquela característica inicial do Enderson de estudar o adversário, ou de usar o seu conhecimento do mesmo para abrir caminhos para o gol, ficou para trás. Tenho mesmo a impressão de que alguém o instruiu a não usar mais este artifício. Quem conhece o goleiro do Goiás, nosso caso e, seguramente, o do Enderson, sabe muito bem que se apertar, ele entrega. Ontem, só tivemos efetividade quando chutamos de fora da área.

O Giuliano é um bom articulador, mas não adianta colocar um jogador que inicia grandes jogadas se o finalizador é completamente incompetente na sua função. Ele, o Alan Ruiz e o Luan criaram boas situações, porém, todas voltadas para servir o Barcos, que definitivamente não consegue aproveitar uma bola. Chegaram muito mais perto do gol quando fizeram jogadas pessoais. A entrada do Lucas Coelho deu uma cara muito mais expressiva ao ataque e o Dudu corre, corre e quando vai passar, passa errado…, mas pelo menos corre.

A minha expectativa, com relação a este retorno, era de que o GRÊMIO pudesse demonstrar que tivesse treinado jogadas objetivas, rápidas. Minha expectativa era de que o GRÊMIO tivesse se inspirado, como eu me inspirei, com jogos espetaculares. Mas a realidade é que o GRÊMIO nada se inspirou e muito pouco mudou. A realidade é que o GRÊMIO não passa de um amontoado de jogadores que não entendem e não sentem a força da TRICOLOR (salvo algumas exceções) e, infelizmente, não tem mais sequer um resquício da sua verdadeira identidade.

Imaginar que é possível brigar por esta taça, ou qualquer outra, fica mesmo para quem ama, para quem se ilude por pura paixão. Enquadro-me neste rol. É decepcionante saber que é totalmente viável reconstruir um GRÊMIO peleador, um GRÊMIO temido, com um futebol forte e de meio campo envolvente, mas simplesmente esta ideia é deixada de lado pelas vaidades, pelos benefícios pessoais, pelas negociações e pelos “abnegados“, enfeitados e preocupados com seus condimentos das Áreas VIP.

O GRÊMIO precisa de um choque, de uma revitalização. O GRÊMIO precisa de gente identificada, desde o faxineiro até os atletas. Não vejo no interior do Clube, hoje, gente que se inflama, gente que se submeta, que se atira e que se afunda em GREMISMO. Vejo sim, um monte de bezerros esfomeados pela mamada fácil, vejo uma fotografia trágica, que não leva em consideração o sentimento de ver o GRÊMIO campeão. O que conta sim, são representantes do Clube se apresentarem bem-educados e bem adestrados com seus sorrisos fáceis e falsos.

Eu deveria comentar, tão somente, o jogo de hoje, mas meu desespero e minha preocupação já não se estendem mais somente sobre o campo.

Te sigo e te seguirei GRÊMIO, onde estiver e como estiver…, mas que tristeza que sinto quando comparo o hoje há outros tempos, quando eu podia avaliar apenas o jogo.

NÃO ao FUTEBOL MODERNO!

Ana Vilches
@anagremiovedder

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16 respostas a “Expectativa x Realidade”

  • Grande texto e percepção do jogo, mas o nosso time é muito indolente e sem ímpeto pela vontade de vitória. Estão todos em estado de dormência e jogando pelo salário e sem alma alguma e isso nada mais é do que o reflexo dos nossos dirigentes de vestiário. Quero alguém com indignação neste time e clube.

    • Concordo com o Diego Gerhardt, só complemento que se colocaram um técnico indolente e sonolento isso se reflete nos atletas, e por via de consequência na torcida que torce incondicionalmente;
      Mudar o técnico já, errar é humano mas persistir no erro …….
      SALVE GREMIO SALVE GREMIO

  • Enquanto tivernos rui, chitolina, enderson, barcos e pará, seguiremos neste marasmo. Muito trololó e pouco futebol com cara de Grêmio.
    Para o barcus comprem 3 kg de costela e mandem ele assar carne nas areias de copacabana junto dos hermanos que lá estavam. Ao sair do campo ainda foi meter com a torcida e para completar nosso treinador ainda defende um tipo destes.
    O pará eu tenho que escutar que é regular, segue na regularidade, não sai nada dos seus pés. O pará pelo jeito deve ser a alegria do grupo… até video tem brincando de descer ladeira.
    Dia 10 de agosto tem grenal… só espero que não coloquem ovo mais uma vez, mas como seguimos no marasmo a chance de levar sal e virar piada é grande outra vez.
    ACORDA KOFF, estás agarrado em perdedores… PERDEDORES!!!

  • Baita texto da Aninha, mais um diga-se de passagem. Além de captar bem o que foi o “jogo”, conseguiu captar o que se passa nos bastidores do Tricolor.

  • Nāo, Cláudio, esses incompetentes -Koff de hj, Rui, Chitolina e EM – brincaríamos com quem existe! Nós, torcedores nāo existimos para eles, podía o clube é deles, espécie de cocina puede salāo de fiestas das casas deles!Nāo consideram-nos; nāo nos respetam! Pior gestäo dos años 2000, comparável a de Obino, parceiro de Koff! E nada será feito para salvar o año! E pode ser pior!!!

  • O Grêmio não tem ataque, é um time lento, que corre errado… olha, eu disse no início do ano que me contentava com o regional e permanecer na série A. Como não tivemos a competência para ganhar um regional, me “contento” em ficar na primeira divisão. Com esses dirigentes, jogadores e treinador, não vamos ganhar nada.

  • ANINHA, retorno para registrar 2 últimas considerações:

    1) A realidade é que o GRÊMIO não passa de um amontoado de jogadores que não entendem e não sentem a força da TRICOLOR (salvo algumas exceções) e, infelizmente, não tem mais sequer um resquício da sua verdadeira identidade. ESSA realidade foi “construída” especialmente pelo senhor FÁBIO ANDRÉ KOFF, o qual prometeu um legado e está nos deixando imensa desilusão, total desesperança, pelo “simples” fato de ter RASGADO o projeto (nós conhecemos) e voltado a velha e pequena fórmula de escolher amigos, puxa sacos (motoristas, despachantes,…), simpatizantes ou ainda algum ‘gremista” que lhe prometa “poder eterno”. A REALIDADE do PÉSSIMO futebol mostrado, por consequência, tem origem nas referidas escolhas ERRADAS: 2 diretores (não são do ramo) e de um treinador pequeno demais para uma Instituição que “foi grandiosa”. Ontem o sr. EM deu a entender que um planejamento faz com que um time vá para segunda divisão e volte forte, de preferência com ele “dentro”. MEU DEUS, o que Koff aguarda para demiti-lo hoje? Talvez espere um “mínimo” de saúde mental….

    2) É decepcionante saber que é totalmente viável reconstruir um GRÊMIO peleador, um GRÊMIO temido, com um futebol forte e de meio campo envolvente, mas simplesmente esta ideia é deixada de lado pelas vaidades, pelos benefícios pessoais, pelas negociações e pelos “abnegados“, enfeitados e preocupados com seus condimentos das Áreas VIP. UM ÚNICO MOVIMENTO poderá capitanear essa “reconstrução”, o Prata! DESDE

    • ….QUE não fuja de sua “bandeira”, de sua gênesi. Objetivamente escrevendo: não entrem no “círculo viciado” da intelectualidade, da serenidade, do “agir racionalmente”……TODOS os grupos agem exatamente assim: procuram “aparentar” ao sócio que “pensam e agem com a razão”, embora sintam paixão pelo Grêmio. Se for assim, que fiquem os G6, os G7, os G4…..Mas o Prata tem o “dever” de manter alguma ilusão entre os “bons e apaixonados sócios gremistas”!!!! Não quero com isso o entendimento de que o Prata não tenha de se articular e ou de se aproximar com “alguns bons gremistas” de outros grupos. O sentido é de que a “cultura” teria de ser a do PRATA: pensar, sentir e agir com “emoção”, com o equilíbrio da razão!!!

  • Bueno hermanos… além de toda a bundamolice e salafrice que afundam vertiginosamente o GRÊMIO, me preocupa a cegueira do torcedor… a recuperação do GRÊMIO, depende do entendimento do sócio, de que se faz urgente uma mudança ideológica no clube e que esta mudança passa pelo envolvimento dele. Só acredito no GRÊMIO DO PRATA, para mostrar isto ao torcedor.

  • Brilhante (a avaliação, não nosso técnico que chegou a dizer que o planejamento dos alemães não fez a vida deles fácil na final da Copa).

    Entra ano, sai ano, seguimos sem idéia de o que desejam nossos dirigentes para o futebol gremista.

  • Quarta feira tive a oportunidade de acompanhar o jogo ao lado dos amigos Biancon e guga e a leitura que tivemos do jogo foi exatamente esta. O “Treinador” é extremamente limitado, não consegue fazer a leitura correta do jogo, realiza substituições extremamente equivocadas e nos momentos errados do jogo sem falar na falta de critério..onde treina um time durante a parada da copa e faltando uma semana para a retomada muda duas ou três peças. Em tempo, Muito bom o texto da Ana, Parabéns.

  • Mesmo estando tanto tempo sem ganhar um título, fazia tempo que eu não voltava pra casa tão decepcionado…Tiveram tanto tempo pra treinar, nosso treinador recebeu reforços e nada mudou.
    Pior, ainda tive que ver algumas coisas inacreditáveis: nunca tinha visto 2 jogadores irem bater um escanteio, um com pé direito e o outro com o pé esquerdo…eles pensam que vão enganar quem com essa jogada bisonha?
    Alguma palavras citadas nos textos acima retratam bem minha visão sobre nosso time: bundamolice, amontoado de jogadores, bezerros desmamados.
    Parabéns pelo texto Ana!

    • SÓ CORRIGINDO Gaucho diz “ternero” desmamado quem diz bezerro são os goianos, mineiros e paulistas.
      Já que o patrão Tessis não corrigiu corrijo eu.
      E tenho dito salve gremio salve gremio

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