Ciente da grandeza do desafio que o GRÊMIO DO PRATA se propôs a realizar, trabalhar duro e levar ao GRÊMIO o melhor para o seu futuro, o movimento acompanhou a realização do II Congresso Internacional de Direito Desportivo, realizado em Porto Alegre/RS nos dias 23 e 24 de maio de 2011.

Estiveram presentes como palestrantes membros do corpo jurídico de clubes europeus, árabes, argentinos, integrantes da FIFA, CBF, federações e empresários do futebol.

Dentre os assuntos debatidos destaco, principalmente, as últimas alterações introduzidas na Lei 9.615/98 (Lei Pelé), questões envolvendo os intermediários nas negociações de jogadores, cláusula indenizatória esportiva e cláusula compensatória esportiva no caso de
atleta formado no clube.

De tudo o que foi dito ao longo dos dois dias do evento, afora aspectos mais técnicos, saí com algumas convicções, que podem parecer óbvias, mas, certamente, é necessário sublinha-las, pois muitas vezes parecem esquecidas.

Acerca das negociações com jogadores, há a necessidade imperiosa de dotar o clube de profissionais que dominem de forma segura o direito desportivo e, é claro, estejam dispostos a trabalhar apenas em beneficio do GRÊMIO.

Assim deve ser tendo em vista que a atuação do meio empresarial nas transferências de jogadores é inevitável e cada vez maior. Muitos destes profissionais que representam os atletas preparam-se para isso, estudam e conhecem os meandros legais e administrativos das transações. Dessa forma, caso o clube não tenha pessoas com alto nível de conhecimento em seus quadros, debruçados sobre um planejamento sério e estável, ficará refém de contratações emergenciais, tornando- se vulnerável aos interesses e exigências contratuais dos atletas, o que em médio prazo pode ser desastroso para o futebol e prejudicial para as finanças.

Ademais, urge transformar o GRÊMIO, efetivamente, em um clube formador, adotando um padrão de jogo modelo e digno da história do clube, das categorias de base até os profissionais. Isso trará, inevitavelmente, o surgimento de jogadores identificados e comprometidos com o GRÊMIO, vitórias e conquistas, que é o que queremos, mas também proporcionará divisas financeiras, tornando nosso Tricolor viável economicamente. Não se esquecendo de agregar a isso a identificação e potencialização de todas as fontes de receita, em especial marketing e quadro social.

Nos últimos anos, no entanto, nas mais diversas administrações, o GRÊMIO tem dado mostras de não seguir princípios e diretrizes que estejam acima dos interesses do segmento que esteja no comando, deixando de implantar modelo de gestão imune, tanto quanto possível, aos influxos políticos.

No intuito de alterar este estado das coisas, consciente do tamanho da empreitada, assim como da responsabilidade que ela requer, é que o GRÊMIO DO PRATA segue trabalhando e preparando-se para assumir os desafios do futuro, para o bem do nosso GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE.

Lourenço Biancon
Núcleo Jurídico do Grêmio do Prata
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