Em 15/04/2021 foi anunciado pelo GRÊMIO o final de um ciclo (usando uma expressão que se tornou corriqueira) que, para qualquer GREMISTA que se prese, representou a glorificação do GREMISMO e das grandes conquistas, no futebol.

Renato Portaluppi não é mais técnico do GRÊMIO! Nós todos só temos a agradecer a este homem grandioso, que nestes quase cinco anos, de sua última passagem, nos deu tantas alegrias. Alegrias estas, que nos foram sonegadas duramente durante 15 anos. 

Renato Portaluppi é GREMISTA! Mas não é somente isto que aproxima tanto a alma dele às nossas. Renato tem a cara do GRÊMIO! Lutou e ensinou a lutar… e desta forma conquistou taças, Copas e nos devolveu o orgulho e a garra nos GREnais. Jamais deixará de ser nosso maior ídolo – sua estátua imortalizou esta história – assim como uma das maiores figuras do futebol mundial.

Após 4 anos e 7 meses no cargo (um dos trabalhos mais longevos da história do clube), Renato se despede da casamata tricolor como o treinador que esteve mais vezes à frente do Grêmio. São 411 jogos (307 nesta última passagem), 213 vitórias e 7 títulos conquistados, entre eles, a Copa do Brasil de 2016 (tirando o Grêmio de um incômodo jejum) e a Libertadores da América em 2017, que tornou Renato o único brasileiro a conquistar a América como jogador e treinador.

Desejamos a ti, Homem Gol, toda a sorte do mundo!

Talvez este ciclo tenha mesmo chegado ao fim. Talvez a entrega já não estivesse tendo a mesma intensidade. E talvez as coisas não mais acontecessem. Mas, sinceramente, me sinto constrangida com a forma e o momento escolhido para esta rescisão. Destinaram ao Renato, em 2016, toda a sorte de funções que não dizem respeito ao treinador. Ficou nítido, que o comandante do campo, também precisou assumir o comando de outras ordens. Criaram o monstro e quando não puderam mais dominá-lo, o abandonaram.

O GRÊMIO precisa tirar uma lição de toda esta situação. Presidente e dirigentes devem ter o entendimento e a leitura correta para passar ao novo treinador. Que se faça uma avaliação de tudo que estava errado e de tudo que estava certo e se busque um novo caminho de vitórias. Na nossa base há material humano para montar uma equipe competitiva – lógico que com alguns ajustes pontuais. Mas principalmente precisamos reencontrar novamente aquele modelo de jogo que tantas glórias trouxe ao clube.

Vamos GRÊMIO! Que se inicie esta nova fase! E que honre a tua história!

Ana Vilches, integrante do Grêmio do Prata

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