Setembro é um mês emblemático para o torcedor gremista. É quando se comemora a fundação do clube, da inauguração do Estádio Olímpico e o mês de nascimento de nomes que construíram a história de glórias do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense. Entre eles, Renato, Tarciso, Foguinho e Lupicínio.

Nesse seleto grupo está Everaldo Marques da Silva, o lateral-esquerdo da estrela que ostenta nossa bandeira, nascido no dia 11 de setembro de 1944.

Há 50 anos a seleção brasileira se sagrava campeã do mundo na copa de 70, no México. Para muitos, o melhor time de todos os tempos. Everaldo, o único gaúcho da conquista, foi recepcionado como um astro em Porto Alegre. E seis dias depois, por decisão do Conselho Deliberativo, virou oficialmente a estrela dourada que até hoje adorna o pavilhão tricolor. Mais do que isso, o famoso pórtico da entrada do Olímpico, com três arcos representando cada conquista, foi uma homenagem ao único atleta campeão titular vinculado a um clube gaúcho.

Aqui, após ganhar herdar a posição de Ortunho, o lateral enfileirou três campeonatos gaúchos: 1966, 1967, 1968. Nessa época, o Grêmio ainda não tinha a projeção mundial que tem hoje. Everaldo ajudou a pavimentar esse caminho representando o Grêmio na conquista do México.

Everaldo morreu aos 30 anos num acidente de carro. Infelizmente sua morte precoce, em 1974, interrompeu uma trajetória ainda em andamento. Mas a memória do atleta laureado ficará imortalizada para sempre nas lembranças e na bandeira tricolor. Uma estrela dourada de um clube azul, branco e preto.

Futebol é história. O Grêmio é história. O campeão mundial Everaldo é um capítulo desse livro. Uma estrela imortal que para sempre será reverenciada.

Romeu Finato, Integrante do Grêmio do Prata
@romeufinato

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