Neste domingo comemorou-se o nascimento do craque imortalizado no Hino do Grêmio: “Lara, o craque imortal, soube seu nome elevar…”, Lupicínio Rodrigues. E não foi exagero. Máximo Laviaguerre, centroavante e torcedor do Grêmio, alertou a diretoria do clube: “Em Uruguaina, existe um goleiro tão bom que, quando ele joga, o team não perde”.

Nascido em 1898, Lara começou a jogar futebol no time do exército de Uruguaiana. Sem abandonar a farda, chegou ao Grêmio em 1920 e ajudou na conquista do Campeonato da Cidade de Porto Alegre. Lara era considerado um goleiro alto, corpulento, de mãos enormes. Ágil como um gato, era inútil tentar vencê-lo com chutes de longa distância. Ele estava quase sempre onde a bola poderia passar e, mesmo caído, saltava para detê-la ou desviar sua trajetória. Depois de intensivos treinamentos de bolas lançadas sobre a área, sofreu um único gol de escanteio até o final da carreira.

Cinco vezes campeão gaúcho e onze vezes campeão da cidade, em quinze anos como titular.

Em setembro de 1935, já doente do coração e com ordem dos médicos para não mais atuar, Lara decidiu entrar em campo para a decisão do Campeonato Farroupilha, que era um Grenal. Foi uma de suas maiores atuações com a camisa do Grêmio. Lara jogou o primeiro tempo. No intervalo, foi substituído e levado de ambulância para o Hospital Beneficência Portuguesa, de onde nunca mais saiu. Grêmio ganhou por 2 a 0 o jogo. No dia 6 de novembro, dois meses depois do Grenal Farroupilha, o herói gremista morria. Uma multidão foi às ruas para chorar a sua perda.

Lara virou uma lenda. Entrou para a história e para o hino.

“Lara, o Craque Imortal
Soube o seu nome elevar
Hoje, com o mesmo ideal
Nós saberemos te honrar?”

Lupicínio Rodrigues

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3 respostas a “Lara, o craque imortal”

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