Há exatos 20 anos, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, sagrava-se Bi-Campeão da Libertadores da América, feito raro entre os clubes brasileiros e inédito para clubes Gaúchos.

Abaixo, o relato de alguns dos integrantes do Grêmio do Prata, sobre os momentos desta conquista que marcaram suas vidas.

– A cada jogo, era como se aqueles onze jogadores representassem exatamente o que eu desejava e esperava do GRÊMIO; a cada jogo sentia meu GREMISMO exaltado. Mesmo passado tanto tempo, ainda habita no meu peito o orgulho explosivo e a emoção de ver aquele time tão imbuído em ganhar aquela COPA. (Ana Vilches).

– Tinha 11 anos de idade e lembro como se fosse hoje aquelas duas batalhas contra o Palmeiras. Tanto em Porto Alegre como em São Paulo. Jogo pegado, expulsões, briga e um atropelamento do Grêmio. Parecia tudo definido. Em São Paulo, com desfalques e jogando com um goleiro machucado, vi o segundo tempo todo ajoelhado rezando para o fim do jogo. Morava na época em apartamento e indignado com cada foguete nos 5 gols do Palmeiras, gritei na janela após o jogo. “CHORA, SECADOR!”

Nos jogos da semifinal contra o Emelec, o primeiro jogo foi no Equador no horário de aula. Estava na 5ª série. Tentei matar aula para ver o jogo na sala do xerox, mas a coordenadora viu a aglomeração e mandou todo mundo para suas salas. Restou recorrer ao antigo “walkman” da Sony ouvir o jogo. 0x0.

Na volta, o Grêmio fez 2×0 com facilidade, mas o que marcou foi a saída do jogo. River Plate x Nacional-COL foram para os pênaltis. No estacionamento do pórtico, todos próximos dos carros estacionados ouvindo as cobranças e a ampla maioria torcendo para o time colombiano. No final, o grito: “Higuita, pode esperar… a tua hora vai chegar!” (Denis Almeida).

– Nesta época, não ia muito ao estádio, pois não tinha com quem deixa-la (minha filha) e enfim, acompanhei toda a trajetória daquela COPA, pelo rádio e pela TV; mas não menos emocionada. O GRÊMIO sempre teve um efeito bombástico em mim. Sinto mesmo, que minha alma está completamente atrelada a este clube. (Ana Vilches)

– No dia da final em Porto Alegre, meu pai busca minha irmã e eu meia hora mais cedo, fazemos um lanche em casa e vamos para o Olímpico. Trânsito caótico e fila quilométrica no portão 1. Entramos exatamente 19:40 no estádio. Depois de passar a catraca olho no relógio. O Olímpico já estava cheio. Às 20:30 completamente lotado e o jogo era somente às 22 horas. Estava na divisa da social com arquibancada onde o Grêmio atacou no primeiro tempo. Higuita antes de começar o jogo, deu uma provocada na torcida. A partir dali, o Grêmio massacrou e fez 3×0 com facilidade. Estádio enlouquecido. O gol de desconto do Nacional-COL deu um certo susto, mas a confiança de quem estava no Olímpico era que o Grêmio não perdia mais o título. (Denis Almeida).

– Bah… que dia, 30/08/1995.

Completei justo neste dia 22 anos de vida bem vivido, meu aniversário e o G.F.B.P.A se tornava Bi Campeão da América. O título começou no MONUMENTAL no dia 27/08, ali metemos 3×1 e um baita jogo, veloz, técnico e muita energia nas ARQUIBANCADAS e dentro do campo. (Edson Patta Coffi).

– Lembro daquele segundo jogo da final como um jogo que seria tranquilo. Deveria ser. Quando tomamos o gol, a tensão aumentou pois mais um gol e iria para os pênaltis. Um grande time colombiano que colocava pressão a todo custo. Assistia eu e um amigo, eu tinha 9 anos e assistia a todos os jogos do GRÊMIO que passavam na TV. (Felipe Moreira).

– O jogo da volta foi aquele pavor. Gol do Aristizabal no início e uma pressão do Nacional-COL. Vi o jogo de pé em frente a televisão. No pênalti sofrido pelo Alexandre, já sabia que o título era nosso! Dinho confirma e abraço forte meu coroa. Depois que o Adílson levanta a taça, desço do prédio e vou na janela dos vizinhos colorados: “PQP! Libertadores o sci nunca viu!” (Denis Almeida)

– O gol do Dinho, a comemoração do Danrlei… a expressão do Adilson, levantando a TAÇA. Estávamos tão predestinados a ganhar este título, que realmente tudo parecia convergir para este caminho. Aqueles 5×0 no Palmeiras aqui e o gol do Jardel lá, que me beatificou ainda mais… eles também fizeram 5, mas o Jardel decretou o fim do sonho alviverde com aquele gol fatal.

Durante muitas semanas após a final, me peguei sorrindo sozinha, aparentemente sem motivo. Mas quando parava para pensar, vinha a explicação; era, ainda, a felicidade de ter visto o GRÊMIO CAMPEÃO. (Ana Vilches).

– No jogo da volta, na Colômbia, Estádio Atanásio Girardo, lotado e com uma baita atmosfera colocamos a faixa no peito, OBRIGADO GRÊMIO. ARIGATÔ GRÊMIO. Na época morava em Santa Maria, nem preciso dizer que a “Presidente Vargas” parou, saímos com uma caixa de cerveja do Bairro Nossa Senhora de Lurdes e percorremos todo o centro da cidade a pé, a festa acabou na manhã do outro dia, que loucura. O Grêmio de 1995 jogava por nós ao extremo, obrigado JOGADORES!!!

Grêêêêêmiooooooooo!!!! (Edson Patta Coffi).

– 30/08/1995 – Eu com 24 anos, minha filha com 3. Quando terminou o jogo e o GRÊMIO se sagrou BICAMPEÃO DA AMÉRICA, eu a ponto de enfartar e ela, tranquilamente, dormindo ao meu lado. Pobre criança, acordou em um sobressalto, com meus gritos, pulos, choros e risos misturados… descontrole! (Ana Vilches).

– O grito no gol do Dinho foi algo de tirar um peso das costas. Com o término do jogo a primeira coisa que fizemos foi sair as ruas em meio a buzinaços e foguetórios noite a dentro, como umas das únicas crianças da nossa idade na multidão e sozinhos. Um time que me criou identidade. (Felipe Moreira)

– Difícil expressar toda esta felicidade e toda esta emoção em palavras, mas é seguro dizer, que aquele dia, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Aquele dia, assim como o próprio GRÊMIO, está imortalizado na minha mente e no meu coração.

Obrigada, GRÊMIO! (Ana Vilches).

– O ano de 1995 jamais será esquecido. (Denis Almeida).

 

 Ana Vilches

 Denis Almeida

 Edson Patta Coffi

 Felipe Moreira

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